STF e TJMA realizaram uma escuta territorializada no Maranhão junto a povos tradicionais. A Ouvidoria registrou relatos em quilombos, terreiros, aldeias e com quebradeiras de coco. Relatórios apontam barreiras no acesso à Justiça, como distância, falta de documentos e intérpretes. As propostas incluem institucionalizar a escuta, formar ouvidores comunitários, garantir intérpretes e recursos. Há também recomendação por ações intersetoriais, serviços móveis e monitoramento com indicadores simples.
Povos tradicionais do Maranhão receberam esta semana a comitiva da Ouvidoria do STF em uma ação de escuta territorializada — você já se perguntou como o Judiciário pode ouvir e responder melhor às realidades locais? A iniciativa busca mapear desafios e construir respostas a partir da voz das comunidades.
Programa de Escuta Territorializada: objetivo e metodologia
Programa de Escuta Territorializada nasce para ouvir os povos tradicionais e entender suas demandas locais. A ação busca ampliar o diálogo entre comunidades e instituições. O foco é registrar falas e propor respostas práticas.
Objetivo principal
Mapear problemas que afetam o acesso à Justiça. Identificar barreiras sociais, geográficas e culturais. Fortalecer a voz das comunidades nas decisões públicas.
Metodologia aplicada
Equipes realizam visitas presenciais às comunidades. Promovem rodas de diálogo com líderes, mulheres e jovens. Registram relatos em áudio e em ata. Usam intérpretes quando necessário. Contam com apoio de tribunais e ouvidorias locais.
Etapas do processo
Primeiro, planejamento com parceiros locais. Depois, realização de encontros e escutas. Em seguida, compilação de dados e elaboração de relatórios. Por fim, proposição de medidas e monitoramento das ações.
Princípios orientadores
Atuação pautada no respeito cultural e na escuta ativa. Busca por linguagem acessível e por soluções de baixo custo e alto impacto. Enfatiza a participação comunitária em todas as fases.
Resultados esperados
Maior integração entre comunidades e órgãos públicos. Propostas de políticas mais alinhadas à realidade local. Fortalecimento de lideranças e melhor acesso a direitos básicos.
Parceria entre o STF e o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)
Parceria entre o STF e o TJMA aproximou instituições e povos tradicionais para ouvir demandas locais. A ação busca convergir saberes e ações públicas. Equipes trabalham juntas para registrar e propor soluções.
Objetivos da parceria
Garantir que relatos das comunidades cheguem ao Judiciário. Reduzir barreiras no acesso a direitos e serviços. Fortalecer canais de diálogo entre tribunais e comunidades.
Como funciona na prática
Há planejamento conjunto com lideranças e órgãos locais. Equipes realizam visitas presenciais e rodas de conversa. Registros são feitos em áudio, ata e relatórios técnicos.
Papéis e responsabilidades
- STF: coordenar a escuta e sistematizar recomendações.
- TJMA: articular logística e apoio às comunidades locais.
- Ouvidorias: mediar diálogos e acompanhar demandas.
Comunicação e apoio local
O TJMA envolve associações, terreiros e produtores culturais. Há intérpretes quando for preciso garantir compreensão. A mídia local e assessorias divulgam as ações com cuidado.
Formação e capacitação
Oficinas formam ouvidores comunitários e multiplicadores. A ideia é estimular autonomia e continuidade nas ações. Capacitação usa linguagem acessível e prática.
Registro e acompanhamento
Relatórios consolidam relatos e apontam medidas prioritárias. Propostas são enviadas a órgãos responsáveis para avaliação. Há monitoramento para checar cumprimento das ações.
Benefícios esperados
Mais visibilidade para demandas históricas e urgentes. Respostas institucionais mais alinhadas com realidades locais. Fortalecimento de lideranças e redes comunitárias.
Visita institucional a São Luís e iniciativas do TJMA
A visita a São Luís reuniu STF e TJMA com lideranças locais.
Foram realizadas reuniões em associações, terreiros e espaços culturais da cidade com moradores.
Iniciativas do TJMA
- Articulou apoio logístico para visitas e rodas de diálogo nas comunidades locais.
- Ofereceu oficinas e capacitação para ouvidores comunitários e lideranças locais e municipais.
- Apoio à divulgação das ações por meio de assessorias de comunicação locais.
- Garantiu intérpretes e mediação cultural quando necessário, para promover compreensão mútua efetiva.
- Documentou relatos em áudio e atas para subsidiar relatórios e propostas concretas.
Essas ações do TJMA visam facilitar o acesso à Justiça para povos tradicionais.
O trabalho é feito com respeito às práticas culturais e aos saberes locais.
Encontro no Quilombo Urbano da Liberdade: demandas e relatos
Encontro no Quilombo Urbano da Liberdade reuniu líderes, moradoras e representantes do STF.
O foco foi ouvir demandas sobre terra, saúde, educação e direitos.
Demandas apontadas
- Regularização e proteção das terras e do território quilombola.
- Melhor acesso à saúde básica e atendimento culturalmente adequado.
- Educação que valorize saberes e práticas locais.
- Combate à violência e garantia de segurança comunitária.
- Reconhecimento de terreiros e práticas religiosas como patrimônio cultural.
Rodas de conversa e relatos pessoais mostraram problemas do dia a dia das famílias.
Houve intérpretes e mediação para evitar mal-entendidos culturais durante os encontros.
As propostas foram organizadas e encaminhadas para órgãos responsáveis e parceiros locais.
O encontro reforçou a importância de ouvir os povos tradicionais nas políticas públicas.
Haverá acompanhamento para checar a implementação das medidas propostas pelas comunidades.
Espaços visitados: Associação, Terreiro, Produtora e Boi da Floresta
Espaços visitados incluíram associação, terreiro, produtora cultural e o Boi da Floresta. Cada local trouxe relatos e demandas das comunidades tradicionais.
Associação
A associação recebeu a comitiva e organizou uma roda de diálogo aberta. Líderes quilombolas expuseram questões sobre terra, saúde e documentação para o tribunal.
Terreiro
No terreiro, as práticas religiosas foram respeitadas e valorizadas pela comitiva. Foi explicado o significado dos rituais às autoridades presentes.
Produtora cultural
A produtora cultural apresentou projetos de música, dança e memória local. Foram discutidas ações para fortalecer a economia cultural comunitária e gerar renda.
Boi da Floresta
O Boi da Floresta trouxe manifestações folclóricas e saberes tradicionais. Integrantes pediram apoio para manutenção de festas e espaços culturais.
Em todos os espaços houve registro em áudio, fotos e atas para registro formal. Os relatos serão compilados em relatório técnico e encaminhamento às autoridades.
Teve intérpretes e mediação cultural sempre que precisou, para garantir compreensão mútua. As visitas buscaram respeitar modos de vida e saberes locais.
Roda de diálogo com quebradeiras de coco em Imperatriz
A roda de diálogo com quebradeiras de coco em Imperatriz reuniu mulheres e lideranças locais.
Representantes do STF e do TJMA ouviram relatos sobre trabalho e desafios diários.
Principais demandas
- Melhor acesso a mercados e preços justos para o coco e derivados.
- Equipamento adequado e condições de trabalho para reduzir esforço físico excessivo.
- Apoio financeiro e linhas de crédito com juros baixos e prazos longos.
- Reconhecimento das práticas culturais e proteção do patrimônio imaterial local.
- Serviços de saúde adaptados às necessidades das mulheres trabalhadoras da comunidade.
Como foi a escuta
Foram rodas presenciais com participação ativa das mulheres e relatos em primeira pessoa.
Registro foi feito em ata, áudio e em formulários com apoio técnico.
Também houve apresentação de exemplos de comercialização solidária e cooperativas locais.
Propostas e encaminhamentos
Sugestões incluem formação para gestão e comercialização, além de apoio técnico para beneficiamento.
Encaminhamentos foram registrados para órgãos públicos e programas de fomento estadual.
Ouvidoria vai monitorar respostas e cobrar prazos para adoção das medidas.
A ação valoriza saberes locais e fortalece redes de apoio entre mulheres.
Visitas às Terras Indígenas Araribóia e Krikati
Visitas às Terras Indígenas Araribóia e Krikati aproximaram lideranças indígenas e a comitiva do STF.
Os encontros serviram para ouvir queixas sobre terra, saúde, educação e ameaças ambientais.
Principais demandas
- Demarcação e proteção das áreas tradicionais contra invasões ilegais e grilagem.
- Acesso a serviços de saúde com atendimento respeitoso às práticas culturais locais.
- Educação bilíngue e curricular que valorize línguas e saberes indígenas.
- Proteção dos rios e florestas contra desmatamento, garimpo e poluição.
- Apoio a modos de vida e iniciativas econômicas sustentáveis nas comunidades.
- Acesso efetivo à Justiça, com presença de intérpretes quando necessário.
Como foi a escuta
Equipes visitaram aldeias, participaram de cerimônias e conversaram com famílias.
Usaram gravações, atas e oficinas para registrar relatos e demandas locais.
Houve intérpretes indígenas e mediadores para garantir compreensão mútua nas falas.
Mapeamento participativo
Mapeamento participativo é um método em que a comunidade desenha e indica áreas importantes.
Isso ajuda a localizar ameaças e prioridades para proteção territorial e manejo.
Questões ambientais
Líderes relataram desmatamento e garimpo próximo às aldeias visitadas.
Água contaminada e perda de caça e pesca impactam a segurança alimentar local.
Encaminhamentos e monitoramento
Os relatos foram compilados em relatórios técnicos pela Ouvidoria do STF e parceiros.
Recomendações serão encaminhadas a órgãos federais e estaduais competentes para análise.
Há compromisso de acompanhar prazos e verificar a execução das medidas propostas.
Esses passos orientam os próximos contatos e ações junto aos povos tradicionais.
Papel da Ouvidoria dos Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais
Ouvidoria dos Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais atua como canal de escuta e mediação.
Ela recebe denúncias, queixas e sugestões e registra tudo de forma organizada.
Funções principais
- Receber relatos de violação de direitos e encaminhá-los aos órgãos competentes.
- Promover diálogo direto entre lideranças comunitárias e autoridades do Judiciário.
- Monitorar ações e cobrar respostas eficazes dos órgãos públicos.
- Documentar relatos em áudio, ata e relatórios técnicos para consulta futura.
- Orientar comunidades sobre direitos, serviços e formas de acesso à Justiça.
Como atua no território
Equipes fazem visitas presenciais e organizam rodas de conversa com as comunidades.
Usam intérpretes quando necessário para garantir que todos sejam compreendidos.
As escutas são gravadas e transformadas em propostas práticas e claras.
Registro e encaminhamento
Os relatos coletados viram relatórios que apontam prioridades e recomendações.
Esses documentos são encaminhados a órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis.
Há prazos para resposta e mecanismos para verificar o cumprimento das medidas.
Formação e participação
A ouvidoria também forma multiplicadores locais para fortalecer a escuta contínua.
Multiplicadores ajudam a manter o contato e acompanhar desdobramentos das ações.
Importância para povos tradicionais
A presença da ouvidoria valoriza saberes locais e reduz barreiras de acesso.
Isso contribui para políticas públicas mais próximas da realidade comunitária.
Transparência e confiança
Relatórios públicos e feedbacks constantes ajudam a construir confiança entre as partes.
Ouvir com respeito e agir com transparência são pilares da atuação da ouvidoria.
Formação de ouvidores comunitários: proposta e importância
Formação de ouvidores comunitários busca qualificar moradores para registrar e encaminhar demandas locais ao Judiciário.
Objetivos da formação
- Capacitar moradores para identificar, registrar e encaminhar queixas corretamente às autoridades competentes.
- Fortalecer lideranças locais para mediar conflitos e promover diálogo comunitário efetivo e contínuo.
- Estimular a autonomia na gestão das demandas e no acompanhamento de casos.
Conteúdo e temas
- Direitos fundamentais e formas de acesso à Justiça explicados em linguagem simples.
- Registro de demandas: como fazer atas, preencher fichas e gravar relatos com segurança.
- Técnicas de mediação comunitária, escuta ativa e empatia para facilitar diálogos complexos.
- Uso de instrumentos legais para proteção cultural e reconhecimento de práticas tradicionais locais.
Metodologia prática
A formação combina aulas teóricas curtas com exercícios práticos, simulações e estudos de caso.
Oficinas valorizam saberes locais e incentivam o desenvolvimento de soluções comunitárias práticas.
Seleção e perfil
Critérios incluem liderança reconhecida, disponibilidade e compromisso com comunidade e respeito aos valores tradicionais.
Priorizar mulheres, jovens e representantes de grupos vulneráveis ajuda a promover mais equidade local.
Ferramentas e registro
- Uso de fichas padronizadas e gravações para assegurar registro fiel dos relatos.
- Plataformas digitais simples ajudam na organização, no registro e no acompanhamento dos casos.
Monitoramento e apoio
A Ouvidoria oferece supervisão técnica, apoio jurídico e acompanhamento contínuo aos ouvidores formados.
Existem canais específicos para denúncias urgentes e encaminhamentos prioritários com resposta imediata.
Importância para as comunidades
Ouvidores comunitários fortalecem a autonomia e melhoram o acesso à Justiça local.
Eles ajudam a traduzir problemas locais em propostas práticas para as autoridades.
Formação contínua garante atualização e maior capacidade de resposta frente aos desafios.
Relatórios e propostas para aprimorar respostas institucionais
Relatórios consolidam relatos das comunidades e orientam propostas de respostas institucionais aos problemas.
Como são elaborados
Equipes da Ouvidoria coletam depoimentos em áudio, ata e formulários padronizados.
Esses dados são verificados, categorizados e organizados por tema e prioridade.
Há participação de lideranças locais para validar informações e evitar erros de interpretação.
O que contêm os relatórios
Sumário executivo com pontos prioritários e demandas urgentes para órgãos públicos.
Descrição detalhada das situações encontradas, com evidências e relatos diretos.
Propostas práticas, responsáveis indicados e prazos sugeridos para cada medida.
Propostas e encaminhamentos
As propostas são formuladas para melhorar acesso à Justiça e serviços essenciais.
Encaminham-se recomendações a órgãos federais, estaduais e municipais competentes.
Quando necessário, sugerem ações integradas entre saúde, educação e segurança pública.
Monitoramento e acompanhamento
Relatórios incluem cronogramas e indicadores simples para acompanhar o progresso.
A Ouvidoria acompanha prazos e cobra respostas oficiais dos órgãos indicados.
Relatórios atualizados registram avanço, obstáculos e novas demandas das comunidades.
Transparência e participação
Documentos públicos garantem transparência e fortalecem a confiança entre as partes.
Comunidades recebem cópias e podem acompanhar os encaminhamentos e resultados.
Prazos e responsabilidades
Cada recomendação traz órgão responsável e prazo orientativo para execução.
O cumprimento é acompanhado e relatado em novos relatórios periódicos da Ouvidoria.
Indicadores de impacto
Indicadores simples medem atendimento, melhorias em serviços e redução de barreiras.
Dados ajudam a ajustar políticas e a priorizar ações mais efetivas e urgentes.
Exemplos práticos
Relatórios já apontaram necessidade de intérpretes e unidades de saúde adaptadas.
Também recomendaram programas de capacitação e apoio à economia cultural local.
As propostas visam respostas rápidas e mudanças estruturais a médio prazo.
Barreiras identificadas no acesso a direitos e serviços judiciais
Barreiras no acesso a direitos e serviços judiciais afetam fortemente os povos tradicionais do Maranhão.
Principais barreiras
- Isolamento geográfico: vilarejos ficam longe de fóruns e sedes estaduais.
- Falta de documentação: sem identidade, muitas famílias não têm acesso a benefícios.
- Barreiras linguísticas: ausência de intérpretes dificulta comunicação em línguas locais.
- Diferenças culturais: procedimentos judiciais nem sempre respeitam práticas comunitárias.
- Desconfiança institucional: histórico de respostas lentas gera descrença e afastamento.
- Custo financeiro: deslocamento, taxas e honorários tornam o acesso caro demais.
- Burocracia e linguagem técnica: termos e procedimentos são de difícil compreensão.
- Falta de infraestrutura: ausência de transporte e tecnologia prejudica o atendimento.
- Violência e insegurança: ameaças afastam comunidades e inibem denúncias formais.
- Discriminação e preconceito: estigmas dificultam tratamento igualitário por profissionais.
- Falta de assistência jurídica: defensorias e advogados nem sempre chegam às comunidades.
- Fraca articulação entre órgãos: falta coordenação para ações integradas e rápidas.
- Barreiras de gênero: mulheres enfrentam obstáculos específicos para denunciar e acessar proteção.
Impactos na garantia de direitos
Essas barreiras reduzem o acesso a saúde, terra, educação e segurança jurídica local.
Relatos mostram que problemas simples acabam se tornando conflitos complexos com o tempo.
Intervenções sugeridas
- Garantir intérpretes e tradução em língua local nas audiências e atendimentos.
- Levar serviços móveis e mutirões jurídicos até comunidades mais distantes.
- Simplificar formulários e usar linguagem acessível nos canais de atendimento.
- Capacitar ouvidores comunitários para registrar e encaminhar demandas corretamente.
- Articular ações entre saúde, educação e segurança para respostas integradas.
Depoimento da ouvidora-geral do STF, juíza Flávia da Costa Viana
Ouvidora-geral do STF, a juíza Flávia da Costa Viana falou sobre a escuta territorializada.
Ela ressaltou a importância de ouvir diretamente os povos tradicionais e suas demandas.
Principais pontos do depoimento
- Necessidade de políticas públicas que considerem a cultura e a realidade local.
- Valorizar lideranças e formar ouvidores comunitários para fortalecer a escuta permanente.
- Garantir cumprimento de encaminhamentos e acompanhar prazos com transparência.
- Promover integração entre Justiça, saúde e educação para respostas mais eficazes.
- Reforçar uso de intérpretes e meios de comunicação em línguas locais.
A juíza destacou que a Ouvidoria seguirá monitorando as propostas e registros feitos em campo.
Relatórios serão encaminhados e haverá cobrança por respostas oficiais e efetivas.
Tom e abordagem
Ela pediu trato respeitoso e diálogo contínuo, sem imposições externas à comunidade.
Defendeu que as ações do STF dialoguem com saberes locais e tradições culturais.
Comprometeu-se a transformar a escuta em política pública permanente e com acompanhamento.
Apoio e cobertura da Assessoria de Comunicação do TJMA
Assessoria de Comunicação do TJMA atuou na divulgação e no registro cuidadoso das ações locais.
Funções principais
- Organizar entrevistas e emitir notas para imprensa local, regional e nacional.
- Produzir fotos, vídeos e reportagens respeitando o contexto cultural e o consentimento.
- Articular horários, logística e permissões para registro sem atrapalhar as atividades locais.
- Traduzir e adaptar mensagens para público diverso, com linguagem clara e acessível.
Ética e proteção
A equipe obedeceu normas de consentimento informado antes de gravar qualquer depoimento.
Houve cuidado para não expor crianças, grupos vulneráveis ou rituais protegidos culturalmente.
Coordenação com a Ouvidoria e o STF
A assessoria coordenou pautas com a Ouvidoria e com a comitiva do STF constantemente.
Compartilhou relatórios de campo e materiais que ajudam na transparência e acompanhamento.
Visibilidade e impacto
A cobertura ampliou a visibilidade das demandas e facilitou diálogo com órgãos públicos.
Materiais produzidos servem para prestar contas e orientar políticas públicas futuras localmente.
Próximos passos: transformar a escuta em política permanente
Próximos passos buscam transformar a escuta em política pública permanente e articulada com comunidades.
Institucionalização
Criar norma interna que formalize a escuta como ação contínua do Judiciário.
Integrar essa norma aos regimentos e planos estratégicos dos tribunais.
Fortalecer a Ouvidoria como coordenadora dessas ações de escuta.
Financiamento e recursos
Garantir orçamento específico para deslocamento, documentação e apoio técnico às comunidades.
Buscar parcerias com órgãos estaduais e financiadores para projetos sustentáveis.
Capacitação e continuidade
Oferecer formação continuada para ouvidores comunitários e servidores envolvidos nas escutas.
Estabelecer programas de troca de experiências entre tribunais e comunidades locais.
Monitoramento e indicadores
Definir indicadores simples para medir atendimento, resolutividade e satisfação comunitária.
Publicar relatórios periódicos com metas, prazos e avanços alcançados.
Participação comunitária
Garantir participação ativa das lideranças em todas as fases do processo.
Incluir representantes dos povos tradicionais nos espaços de decisão e avaliação.
Respeitar protocolos culturais e obter consentimento livre e informado sempre.
Integração intersetorial
Articular ações com saúde, educação e assistência social para respostas integradas.
Promover comissões interinstitucionais para agilizar encaminhamentos e recursos.
Prazos e responsabilidades
Definir responsáveis claros e prazos para execução de cada recomendação.
Ativar mecanismos de cobrança em caso de atraso ou omissão institucional.
Conclusão
A escuta territorializada comprovou que ouvir os povos tradicionais muda resultados locais. Relatos coletados orientam propostas práticas e encaminhamentos com foco na realidade. Relatórios e a Ouvidoria tornam as respostas mais transparentes e mais efetivas.
Para avançar, é preciso institucionalizar a escuta e garantir financiamento contínuo. A formação de ouvidores comunitários e intérpretes vai fortalecer o acesso à Justiça. Monitoramento com indicadores simples ajuda a cobrar prazos e medir impactos. Só assim as políticas públicas passam a refletir a voz das comunidades.
FAQ – Escuta territorializada e povos tradicionais no Maranhão
O que é a escuta territorializada?
É uma ação de visita e diálogo para ouvir demandas locais de povos tradicionais.
Qual o papel da Ouvidoria nessa ação?
A Ouvidoria recebe relatos, registra queixas e encaminha propostas aos órgãos competentes.
Como STF e TJMA trabalharam em parceria?
Planejaram visitas conjuntas, articularam logística e sistematizaram relatos para relatórios técnicos.
Como as comunidades participam das escutas?
Por meio de rodas de diálogo, entrevistas, ouvidores comunitários e uso de intérpretes quando necessário.
Quais barreiras ao acesso à Justiça foram identificadas?
Isolamento geográfico, falta de documentos, barreiras linguísticas e custos de deslocamento.
O que ocorre após a elaboração dos relatórios?
Relatórios são enviados a órgãos, há monitoramento de prazos e cobrança por respostas oficiais.
Fonte: www.cnj.jus.br





