O CNJ anulou as portarias do TJPA que suspenderam a Gratificação de Atividade Externa (GAE) durante afastamentos, especialmente licença médica, e determinou pagamento retroativo dos valores com correção e juros; a decisão reforça a proteção constitucional à saúde do servidor e a exigência de respaldo legal para cortar benefícios, beneficia oficiais de justiça e outros servidores afetados, recomenda que os interessados reúnam contracheques, atestados e a decisão para pedir o cálculo ao RH, e pode levar outros tribunais a rever normas internas semelhantes.
Licença médica: o CNJ decidiu anular portarias do TJPA que suspenderam gratificações e determinou pagamento retroativo — o que isso muda para servidores afastados?
Resumo da decisão do CNJ
Licença médica foi o eixo da decisão do CNJ. O tribunal anulou duas portarias do Tribunal de Justiça do Pará. As portarias suspendiam gratificações de servidores durante afastamentos.
O que o CNJ determinou
O CNJ declarou a nulidade das portarias 3455/2025 e 02/2025. Determinou pagamento retroativo das gratificações suprimidas. Os valores devem ser quitados imediatamente aos servidores afetados.
Quem foi beneficiado
Foram beneficiados oficiais de justiça e outros servidores em afastamento. Também alcança quem teve gratificação cortada por licença. O alcance depende do caso e do período do afastamento.
Fundamentos do relator
O relator, conselheiro Fábio Esteves, apontou violação a direitos trabalhistas. Destacou a proteção à saúde do servidor como direito social. Entendeu que a retirada das gratificações foi indevida sem previsão legal clara.
Aspectos legais e constitucionais
O CNJ aplicou princípios constitucionais na análise do caso. Proteção à dignidade e ao trabalho foram ressaltadas. Medidas administrativas não podem reduzir direitos sem respaldo legal.
Aplicação prática da decisão
A decisão tem efeito imediato para os processos julgados. Tribunais devem recalcular folhas e restituir valores. Servidores podem ter direito a correção e juros, conforme o caso.
Impacto na gestão
Gestores vão revisar normas internas sobre afastamentos e gratificações. Haverá impacto orçamentário nas folhas de pagamento. A decisão pode levar a mudanças em outras portarias semelhantes.
Procedimentos administrativos
Foram usados processos administrativos (PCAs) para apurar os fatos. O CNJ analisou documentos e portarias do TJPA. Os números dos processos constam na decisão pública.
Possíveis desdobramentos
O caso pode inspirar ações em outros tribunais. Decisões similares podem reforçar direitos de servidores. Administração pública terá que ajustar práticas e normas.
O que o servidor pode fazer
Servidores afetados podem buscar a folha e solicitar cálculo das parcelas. Podem usar a decisão do CNJ como fundamento administrativo ou judicial. Procurar o setor de recursos humanos pode ser o primeiro passo.
Onde encontrar a decisão
A íntegra do julgamento está disponível no site do CNJ. Consulte www.cnj.jus.br para ler o voto e documentos relacionados. Lá ficam os detalhes processuais e prazos, quando aplicáveis.
Resumo prático
Em suma, o CNJ anulou portarias que cortavam gratificações. Mandou pagar retroativo aos servidores prejudicados. A medida reafirma a proteção aos direitos durante licenças médicas.
Portarias anuladas: 3455/2025 e 02/2025
As portarias 3455/2025 e 02/2025 do TJPA suspendiam gratificações a servidores afastados.
Elas afetavam quem estava em licença médica ou em outros tipos de afastamento.
O que as portarias faziam
Cortavam a Gratificação de Atividade Externa, chamada GAE, paga a alguns cargos.
GAE é um adicional por função externa, pago em razão do trabalho.
Motivo da anulação
O CNJ entendeu que não havia base legal clara para as medidas.
Também apontou possível violação de direitos e da proteção à saúde do servidor.
Efeitos práticos
As portarias foram anuladas e perderam seus efeitos administrativos.
O CNJ determinou pagamento retroativo das gratificações suprimidas aos servidores.
Quem é alcançado
Principalmente oficiais de justiça e servidores que tiveram o benefício cortado.
A abrangência depende do cargo e do período do afastamento.
Como agir
Servidores devem pedir cálculo na folha e buscar esclarecimentos no setor de RH.
Se preciso, usar a decisão do CNJ como base em ações administrativas ou judiciais.
Documentos e processos
Os números dos processos e as portarias constam na decisão pública disponível no site do CNJ.
O que é a Gratificação de Atividade Externa (GAE)
A Gratificação de Atividade Externa (GAE) é um adicional pago a servidores em atividades externas.
Serve para compensar riscos, deslocamentos e despesas do trabalho fora da sede.
Quem tem direito
Geralmente é destinada a oficiais de justiça e servidores que atuam fora do tribunal diariamente.
Alguns cargos recebem a GAE por previsão no quadro e na função exercida.
Como é calculada
O valor costuma ser fixo ou percentual sobre a remuneração básica do cargo.
Fatores como risco, distância e natureza do serviço influenciam o pagamento e direito.
GAE e licença médica
A GAE não deve ser suprimida sem previsão legal clara durante licença médica.
No caso julgado pelo CNJ, portarias que cortavam a GAE foram anuladas.
Como requerer
Servidores podem pedir revisão na folha ou requerer o pagamento na secretaria de recursos humanos.
Documentar afastamentos, apresentar comprovantes médicos e decisões administrativas ajuda no pedido formal.
Exemplo prático
Um oficial de justiça em licença médica teve a GAE cortada indevidamente em 2025.
Com a decisão, ele tem direito ao recebimento retroativo das parcelas suprimidas.
Quem foi beneficiado pela decisão
A decisão beneficiou principalmente servidores cujo benefício foi cortado durante a licença médica.
Oficiais de justiça e servidores em atividades externas foram os mais afetados.
Também alcança quem teve a gratificação retirada por portarias administrativas do tribunal.
Quem está incluído
Servidores que tiveram a Gratificação de Atividade Externa (GAE) suspensa no afastamento.
Oficiais de justiça que atuam fora da sede também estão incluídos na decisão.
O alcance depende do cargo, da função exercida e do período afastado.
Como confirmar se você foi beneficiado
Verifique sua folha de pagamento e o histórico de benefícios junto ao RH.
Busque a portaria que motivou a suspensão e compare com a decisão do CNJ.
Junte atestados médicos, documentos de afastamento e comprovantes de serviço externo.
Passos para receber os valores
Solicite à folha de pagamento o cálculo do retroativo das parcelas suprimidas.
Apresente a decisão do CNJ e os documentos que comprovem o período de afastamento.
Se houver resistência administrativa, busque apoio jurídico ou representação sindical.
Fundamentos do relator Fabio Esteves
Licença médica esteve no centro do voto do relator Fábio Esteves. Ele entendeu que cortar gratificações exigia previsão legal clara.
Fundamentos jurídicos
O relator citou princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana. Também destacou a proteção ao trabalho e à saúde do servidor.
Segundo ele, medidas administrativas não podem reduzir direitos sem respaldo legal.
Base legal e provas
Fábio Esteves apontou ausência de norma específica autorizando a suspensão das gratificações. Sem essa norma, a medida ficou sem respaldo jurídico suficiente.
Proporcionalidade e segurança jurídica
O relator avaliou que a medida era desproporcional ao problema apontado. Ela gerou insegurança para servidores e para a gestão do tribunal.
Direitos trabalhistas e administração pública
Ele lembrou que direitos remuneratórios têm proteção especial na administração pública. Legalidade administrativa significa que o Estado só pode agir com base na lei.
Determinações práticas
Por isso, pediu a anulação das portarias e o pagamento retroativo das gratificações. Também recomendou revisão das normas internas para evitar novos cortes.
Comparação entre tipos de licença (férias, licença-prêmio, maternidade etc.)
Vamos comparar os tipos de licença no serviço público, com foco na licença médica.
Férias
Férias são afastamento remunerado com pagamento normal e manutenção de direitos. Em geral, a gratificação segue sendo paga como antes.
Licença-prêmio
Licença-prêmio é benefício por tempo de serviço em alguns órgãos. Nela, pagamentos e gratificações costumam ser mantidos conforme regra interna.
Licença-maternidade
A licença-maternidade garante estabilidade e pagamento integral por período determinado. As gratificações vinculadas ao cargo normalmente continuam a ser pagas.
Licença médica
A licença médica exige atestado e comprovação de incapacidade temporária. Em tese, direitos e gratificações não devem ser suprimidos sem base legal clara.
Licença sem vencimento
Na licença sem vencimento o servidor fica afastado sem salário. Nesse caso, muitas gratificações podem ser suspensas ou cessadas pela administração.
Diferenças no pagamento de gratificações
O pagamento de gratificações depende da lei e da natureza do adicional. Adicionais vinculados à função e ao risco tendem a ser mantidos em afastamentos legais.
O que diz a decisão recente
O CNJ anulou portarias que cortavam gratificações durante afastamentos médicos. A decisão indicou falta de previsão legal para a supressão.
Impacto prático para o servidor
Servidores podem ter direito a receber valores retroativos das gratificações cortadas. A amplitude do direito varia conforme o caso e o período afastado.
Como comprovar o direito
Junte atestados médicos, portarias e contracheques que mostrem a suspensão da gratificação. Esses documentos ajudam no pedido administrativo ou judicial.
Passos na prática
Consulte o RH para revisar a folha e pedir o cálculo do retroativo. Se houver resistência, procure apoio sindical ou orientação jurídica.
Argumentos do TJPA em defesa das portarias
O TJPA afirmou que as portarias visavam controlar despesas da folha de pagamento.
Autonomia administrativa
O tribunal disse ter autonomia para gerir benefícios e regras internas.
Base jurídica
Segundo o TJPA, houve interpretação de normas internas que autorizavam as medidas.
Vínculo da gratificação
O TJPA alegou que a GAE está ligada à atividade externa desempenhada pelo servidor.
Se o servidor não executa a atividade, o adicional poderia ser suspenso temporariamente.
Economia e gestão
Foram citadas razões orçamentárias e a necessidade de priorizar gastos públicos.
Procedimento administrativo
O tribunal afirmou ter seguido trâmites internos antes de publicar as portarias.
Prevenção de pagamentos indevidos
Defenderam que a medida buscava evitar pagamentos sem a correspondente prestação do serviço.
Revisão e recursos
O TJPA indicou que servidores poderiam pedir revisão e apresentar recursos administrativos.
Argumento final
Em suma, a defesa se apoiou em gestão, norma interna e vínculo da função.
Aplicação retroativa e pagamento das parcelas suprimidas
O CNJ determinou pagamento retroativo das gratificações cortadas aos servidores afetados.
Isso significa que valores devem ser recalculados e pagos com urgência administrativa.
Efeito imediato
O CNJ pediu pagamento imediato, mas prazos podem variar conforme procedimentos internos.
A administração deve recalcular as folhas e incluir correção e juros moratórios.
Cálculo do retroativo
O cálculo parte do valor da gratificação pago antes da suspensão.
O cálculo inclui correção monetária e juros moratórios desde a data em que foram devidas.
O período retroativo corresponde ao tempo em que as portarias estiveram vigentes.
Quem tem direito
O direito recai sobre servidores afastados por licença médica e outros tipos de afastamento.
A abrangência depende do cargo, da função e do período de afastamento.
Documentos necessários
Servidores devem juntar a decisão do CNJ, contracheques e atestados médicos.
Esses documentos ajudam no cálculo e na comprovação do direito perante o RH.
Como requerer
Procure o setor de recursos humanos para pedir o cálculo detalhado e formalizar o pedido.
Apresente cópias dos comprovantes e a decisão administrativa como base do pedido.
Em caso de resistência
Em caso de resistência administrativa, pode ser cabível ação judicial ou recurso administrativo.
Consulte orientação jurídica ou apoio sindical se houver dificuldade para receber os valores.
Possíveis descontos
Os valores pagos retroativamente podem sofrer descontos legais, quando aplicáveis por lei.
Verifique com o RH quais deduções foram consideradas no cálculo final.
Impacto sobre oficiais de justiça e demais servidores
Oficiais de justiça foram especialmente afetados pela suspensão da Gratificação de Atividade Externa.
Eles dependem dessa gratificação para cobrir deslocamentos, riscos e despesas do trabalho diário.
Efeito financeiro
A perda da GAE reduziu significativamente a renda mensal de muitos servidores em funções externas.
Isso tornou mais difícil pagar despesas e manter deslocamentos essenciais ao cumprimento das tarefas.
Carga de trabalho
Mesmo afastados por licença médica, servidores podem enfrentar exigências administrativas e retorno precoce.
A incerteza sobre pagamentos aumenta estresse e pode atrasar a recuperação clínica de muitos profissionais.
Impacto para demais servidores
Servidores de apoio e substitutos sentiram mudanças na rotina e nas escalas de trabalho.
A busca por substitutos e reorganização de turmas elevou a carga operacional interna do tribunal.
Moral e retenção
A retirada de benefícios pode comprometer a motivação e o clima organizacional no local de trabalho.
Isso pode levar à insatisfação e, eventualmente, à saída de bons profissionais do serviço público.
Repercussões orçamentárias
O pagamento retroativo pode gerar impacto considerável nas contas do tribunal a curto prazo.
Gestores terão de reavaliar despesas e prioridades do orçamento anual para acomodar os pagamentos.
Medidas administrativas
O tribunal pode revisar portarias e criar normas que deem mais previsibilidade aos servidores.
Também é possível abrir processos internos para recalcular folhas e agilizar os pagamentos retroativos.
O que servidores podem fazer
Servidores devem reunir contracheques, atestados médicos e documentos que comprovem a suspensão da gratificação.
Depois, procurar o setor de recursos humanos e solicitar o cálculo detalhado do retroativo à luz da decisão.
Apoio e recursos
Em caso de resistência administrativa, buscar apoio sindical ou orientação jurídica costuma facilitar as cobranças.
Processos administrativos e ações judiciais podem ser alternativas para assegurar o recebimento dos valores devidos.
Aspectos constitucionais: saúde como direito social
Licença médica envolve o direito à saúde, previsto na Constituição como direito social.
Saúde como direito social
Direito social significa proteção coletiva garantida pelo Estado, por meio de leis.
Garantir saúde inclui medidas de prevenção, tratamento e manutenção da capacidade laboral.
Princípios constitucionais aplicados
O relator usou princípios constitucionais como dignidade e proteção ao trabalho do servidor.
Esses princípios restringem atos administrativos que retirem direitos sem base legal clara.
Reserva legal e segurança jurídica
Reserva legal exige previsão em lei para redução ou supressão de benefícios.
Segurança jurídica protege servidores contra mudanças administrativas imprevisíveis e arbitrárias que afetem seus direitos.
Proporcionalidade e proteção à saúde
A proporcionalidade avalia se medida é necessária e se respeita direitos fundamentais.
No caso, cortar gratificações mostrou-se desproporcional frente à proteção da saúde do servidor.
Implicações práticas
Decisões como essa reafirmam que saúde do servidor tem peso constitucional importante.
Administrativos devem agir com cautela e base legal antes de cortar benefícios.
Servidores podem usar argumentos constitucionais para reivindicar direitos suprimidos indevidamente em via administrativa ou judicial.
Procedimentos administrativos e números dos PCAs
PCA foi usado pelo CNJ para investigar as portarias e seus efeitos.
No caso, o PCA tratou da suspensão de gratificações durante licença médica.
Instauração do PCA
O processo inicia com notícia ou reclamação recebida pelo CNJ.
O tribunal notifica o órgão responsável para apresentar esclarecimentos e documentos.
Instrução e defesa
Na fase de instrução, juntam-se provas, documentos e relatórios essenciais ao exame.
Servidores e gestores podem apresentar defesa e argumentos por escrito dentro dos prazos.
Relator e decisão
O relator analisa o processo e elabora voto fundamentado sobre a questão.
O plenário do CNJ decide pela manutenção ou anulação das medidas administrativas.
Números dos PCAs e consulta pública
Os números dos PCAs estão na íntegra da decisão publicada no site do CNJ.
Acesse www.cnj.jus.br e utilize a busca por processo ou palavra-chave relevante.
Documentos e transparência
A decisão traz a relação de documentos analisados e os respectivos números processuais.
Guarde cópias e comprovantes para eventual requerimento administrativo ou ação judicial.
Prazos e recursos
Prazos para impugnação e recursos variam conforme a regulamentação interna aplicável.
Servidores devem observar notificações e os prazos indicados na decisão do CNJ.
Orientações práticas
Procure o setor de recursos humanos ou a corregedoria do tribunal para esclarecer dúvidas.
Se necessário, busque orientação jurídica para entender corretamente seus direitos e passos.
Possíveis desdobramentos em outros tribunais
A decisão do CNJ pode levar outros tribunais a rever portarias semelhantes em breve.
Precedente e uniformização
O precedente tende a estimular decisões com entendimento alinhado sobre direitos remuneratórios.
Isso ajuda a uniformizar a interpretação sobre gratificações durante licença médica.
Revisão de normas internas
Tribunais podem revisar regras internas que tratam de pagamentos e benefícios.
Revisões visam evitar cortes sem base legal e garantir segurança jurídica.
Ações administrativas e judiciais
Servidores podem usar a decisão como fundamento em reclamações administrativas e ações judiciais.
Também é provável aumento de pedidos de revisão de folhas e cálculos retroativos.
Impacto nas gestões de pessoal
Gestores precisarão reavaliar políticas de afastamento e critérios para gratificações.
A mudança pode exigir novos procedimentos para controle e homologação de pagamentos.
Repercussão orçamentária
O pagamento retroativo pode gerar impacto relevante no orçamento de curto prazo.
Tribunais terão de ajustar previsões e prioridades para acomodar os pagamentos devidos.
Coletivos e representações sindicais
Sindicatos e associações podem intensificar ações coletivas em defesa dos servidores afetados.
Representações coletivas costumam acelerar negociações e garantir acompanhamento técnico dos casos.
Orientação normativa e capacitação
Órgãos podem emitir normativas e orientar setores de RH a fim de padronizar procedimentos.
Capacitação de equipes ajuda a evitar erros e a cumprir decisões com mais agilidade.
Como acompanhar
Fique atento às publicações do CNJ e aos comunicados do tribunal local.
Consultar a íntegra das decisões facilita entender o alcance e as medidas necessárias.
Como os servidores podem cobrar os valores devidos
Servidores devem reunir documentos que comprovem a suspensão da gratificação durante a licença médica.
Inclua contracheques, portarias, atestados médicos e a decisão do CNJ.
Passo a passo administrativo
Procure o setor de recursos humanos e formalize um pedido por escrito com anexos.
Peça o cálculo do retroativo e solicite o detalhamento das parcelas e descontos.
Guarde o protocolo de entrega e acompanhe prazos internos para resposta.
Se houver resistência
Apresente recurso administrativo ao corregedor ou à presidência do tribunal.
Se o recurso não resolver, avalie ação judicial com advogado especializado.
Apoio sindical e orientação jurídica
Procure o sindicato para apoio e orientação sobre medidas coletivas ou individuais.
Um advogado pode indicar ação de cobrança e perícia contábil para os cálculos.
Documentos e cálculos
Peça planilha com valores, correção monetária e juros moratórios incluídos no cálculo.
Verifique possíveis descontos legais e contribuições que podem reduzir o valor bruto.
Prazos e cuidados
Não demore para requerer seus direitos, pois prazos podem variar por norma.
Ao protocolar, mencione a decisão do CNJ e os números dos processos, se houver.
Repercussão sobre a gestão de pessoal e orçamento
A decisão impacta diretamente a gestão de pessoal e o orçamento público.
Orçamento
O pagamento retroativo pressiona o caixa e exige revisão das previsões financeiras.
Tribunal terá que remanejar recursos, priorizar despesas e rever investimentos imediatos previstos.
Gestão de pessoal
Gestão de pessoal deve ajustar escalas, substituir servidores quando necessário rapidamente.
Casos de licença médica exigem coordenação entre RH e unidades gestoras locais.
Haverá necessidade de revisar políticas de concessão de gratificações e critérios internos.
Impacto operacional
Reposição de servidores e realocação temporária aumentam custos administrativos do tribunal imediatos.
Processos de pagamento retroativo exigem equipe de contabilidade e auditoria internas especializadas.
Transparência e planejamento
É vital transparência nas contas para explicar ajustes à sociedade e servidores.
Planejamento de médio prazo e medidas fiscais ajudam a evitar choque orçamentário futuro.
Consequência para servidores
Pagamento dos retroativos corrige perdas e restaura confiança afetada entre servidores principalmente.
Mas a recomposição pode demorar, criando incerteza salarial por alguns meses significativos.
Onde acompanhar o julgamento e acessar documentos oficiais
Consulte o site do CNJ para acompanhar o julgamento e documentos oficiais.
Como acessar
Acesse www.cnj.jus.br e use a busca por processo ou palavra-chave.
Digite o número do processo ou termos como “licença médica” para refinar a busca.
Onde estão os documentos
Na página do processo você encontra a decisão, o voto e as portarias relacionadas.
Também há anexos, planilhas de cálculo e peças de instrução, quando disponíveis.
Como baixar
Clique no link do documento em PDF e escolha a opção de download no navegador.
Salve uma cópia em local seguro e guarde uma versão impressa para controle.
Consulta presencial
Se preferir, vá ao protocolo do tribunal e peça acesso aos autos físicos ou eletrônicos.
Leve documento de identificação e informe o número do processo ao atendente.
Protocolos e prazos
Ao protocolar pedido administrativo, registre o número do protocolo e a data.
Isso ajuda a acompanhar prazos e eventuais recursos administrativos posteriormente.
Contato e esclarecimentos
Procure o setor de recursos humanos ou a corregedoria do tribunal para esclarecimentos locais.
O CNJ também disponibiliza canais de atendimento para dúvidas sobre processos administrativos.
Dica prática
Anote o número do processo e salve URLs dos documentos que comprovem a decisão.
Documentos organizados facilitam pedidos administrativos e eventual ação judicial, se necessário.
Conclusão
O CNJ anulou as portarias e determinou o pagamento retroativo das gratificações cortadas. A medida reafirma proteção dos servidores durante a licença médica e demais afastamentos.
Servidores devem reunir contracheques, atestados e a decisão do CNJ para pedir o cálculo. Procure o RH, registre protocolo e busque apoio sindical ou jurídico se necessário. A decisão pode influenciar outros tribunais e exigir revisão de normas internas.
FAQ – Perguntas frequentes sobre decisão do CNJ e gratificações
Quem foi beneficiado pela decisão do CNJ?
Servidores que tiveram a Gratificação de Atividade Externa (GAE) cortada durante afastamentos, especialmente licença médica.
Como os servidores podem cobrar os valores retroativos?
Devem procurar o RH, protocolar pedido com documentos e solicitar o cálculo detalhado do retroativo.
Quais documentos são necessários para pedir o pagamento?
Contracheques, atestados médicos, portarias que retiraram a gratificação e a decisão do CNJ.
O pagamento retroativo inclui correção e juros?
Sim, o CNJ determinou recalculo que normalmente inclui correção monetária e juros moratórios.
E se a administração negar o pagamento?
Apresente recurso administrativo e, se preciso, busque orientação jurídica ou apoio sindical para ação judicial.
A decisão vale para outros tribunais também?
A decisão cria precedente e pode levar outros tribunais a rever portarias semelhantes em breve.
Fonte: www.cnj.jus.br


