O artista Miguel da Costa Seabra, conhecido em outras esferas como Gui Wintersz, enfrenta um novo processo na Justiça do Rio de Janeiro, desta vez por acusações de estelionato. A ação, que corre no 1º Juizado Especial Cível de Nova Iguaçu , foi movida por um colega que alega ter sido vítima de um golpe na troca de aparelhos celulares, resultando em um prejuízo de R$ 3.900,00.
Assim como em outro processo recente, o réu não foi localizado pela Justiça para ser citado, e um oficial de justiça certificou que Miguel da Costa Seabra é “desconhecido” no endereço fornecido.
A Troca que Virou Caso de Polícia
A ação indenizatória foi iniciada por um amigo, que narra na petição inicial ter negociado com Miguel Seabra a compra de um iPhone 14. O pagamento seria feito com a entrega de seu próprio aparelho, um iPhone 13, mais uma quantia de R$ 400,00 em espécie.
A negociação foi concretizada, mas, segundo os autos, o problema começou apenas dois dias depois: o iPhone 14 adquirido foi bloqueado.

A vitima afirma ter procurado Miguel, que teria se comprometido a resolver o problema ou devolver o valor e o aparelho antigo. O réu teria justificado o bloqueio devido a “pendências ligadas à procedência do aparelho”.
Contudo, a vitima alega que nenhuma providência foi tomada, e ele permaneceu “sem o aparelho iPhone 14, sem o seu antigo iPhone 13 e sem o valor de R$ 400,00”.
O caso escalou para a esfera policial. Um Registro de Ocorrência (Nº 052-10411/2025) foi feito na 52ª Delegacia de Polícia, enquadrando o fato como Estelionato (Artigo 171 do Código Penal). No boletim, A vitima reitera o desejo de “representar criminalmente em face de Miguel”.
Réu “Desconhecido”: A Dificuldade da Citação
O processo, distribuído em 8 de outubro de 2025, tem encontrado sérias dificuldades para localizar o réu.
A primeira audiência, marcada para 30 de outubro de 2025, ocorreu sem a presença de Miguel Seabra. A tentativa inicial de citação via Correios falhou, pois o Aviso de Recebimento (AR) foi devolvido com a marcação “Recusado”.
Diante da falha, o juiz determinou que a citação fosse feita por um Oficial de Justiça (OJA).
No entanto, a nova tentativa também foi infrutífera. Em 13 de novembro de 2025, o oficial de justiça emitiu uma Certidão Negativa. O oficial relatou que compareceu ao endereço fornecido (Av. Abílio Augusto Távora, 11007) , mas deixou de citar Miguel Seabra pela razão de “não ter logrado êxito em localizar o lote indicado, e o réu é desconhecido naquela localidade” , conforme informação prestada por vizinhos.
Uma nova audiência de conciliação, instrução e julgamento está designada para o dia 26 de novembro de 2025, mas até o momento, o réu não foi formalmente cientificado da ação. O valor total da causa, somando os pedidos de danos materiais e morais, é de R$ 16.075,00.
FAQ: Entenda o Caso
1. Quem está processando Miguel da Costa Seabra (Gui Wintersz)? Ele está sendo processado por um amigo.
2. Qual é a acusação principal? O autor da ação alega ter sido vítima de estelionato. Ele afirma ter trocado seu iPhone 13 e mais R$ 400 por um iPhone 14 de Miguel, mas o novo aparelho foi bloqueado dois dias após a troca, e Miguel não devolveu nem o dinheiro nem o celular antigo.
3. O que o autor pede na Justiça? Ele pede uma indenização de R$ 3.900,00 por danos materiais (referentes ao valor do seu iPhone 13, avaliado em R$ 3.500, mais os R$ 400 em espécie) e uma indenização de R$ 15.000,00 por danos morais.
4. O artista (Miguel) já se defendeu no processo? Não. Ele ainda não foi localizado pela Justiça. A primeira tentativa de citação pelos Correios foi “Recusada” , e a segunda, feita por um Oficial de Justiça, falhou porque o réu é “desconhecido” no endereço fornecido.
Crédito: As imagens utilizadas foram obtidas via Instagram e arquivos de processos.





