A OAB lançou um conjunto de ações para promover a igualdade racial, destacando o programa ‘Julho das Pretas’ com forte participação das seccionais. O plano prevê capacitação pela ESA e pela Escola Nacional de Direitos Humanos para formar advogados, estudantes e lideranças. Também inclui protocolos de julgamento para reduzir vieses e propostas de ampliação de cotas em universidades, concursos e espaços da advocacia. Medidas como aquilombamento e letramento jurídico buscam proteger comunidades e facilitar o acesso à justiça. Haverá monitoramento por indicadores e relatórios, além da participação de organizações negras para garantir transparência e eficácia.
Igualdade racial entrou na pauta da OAB com a proposta do ‘Julho das Pretas’ e ações coordenadas para fortalecer a presença da advocacia negra. Quer saber como as seccionais vão atuar na prática e o que muda no Sistema de Justiça? Acompanhe.
Reunião nacional: objetivos e participação das seccionais
Igualdade racial esteve no centro da reunião nacional da OAB, com metas claras e ações práticas para tocar nas seccionais.
Participação das seccionais
Cada seccional enviou representantes e integrantes de comissões temáticas para a mesa de trabalho. Eles vão adaptar as ações ao contexto local e aos problemas da região. A troca entre seccionais garante soluções variadas e mais eficientes.
Objetivos definidos
- Padronizar o programa ‘Julho das Pretas’ em todas as seccionais.
- Fortalecer a presença da advocacia negra em espaços de decisão.
- Promover letramento jurídico e formação específica para profissionais negros.
- Articular protocolos de julgamento para casos com viés racial.
Como as seccionais vão atuar
Vão organizar eventos, workshops e clínicas jurídicas voltadas à comunidade negra. Haverá capacitação pela ESA e parcerias com escolas locais. As ações incluem orientação, coleta de dados e campanhas de visibilidade.
Coordenação e prestação de contas
Haverá um calendário unificado e metas com prazos definidos para cada etapa. As seccionais devem enviar relatórios periódicos com indicadores simples. Isso facilita o acompanhamento e a correção de rumos quando necessário.
‘Julho das Pretas’: proposta, formato padronizado e metas
‘Julho das Pretas’ é uma ação nacional para dar visibilidade e apoio à advocacia negra. Ela reúne eventos, formação e campanhas em todas as seccionais (OAB estaduais). A ideia é criar um padrão simples e replicável em cada estado.
Proposta
A proposta foca em três pilares: visibilidade, formação e acesso. Visibilidade inclui painéis, mostras e campanhas nas redes. Formação traz cursos, oficinas e orientação prática. Acesso busca criar rotas para inclusão em espaços de decisão.
Formato padronizado
- Calendário comum com ações ao longo de um mês.
- Kit de comunicação unificado para as seccionais.
- Guia prático com cronograma e responsabilidades claras.
- Modelos de eventos e materiais para adaptação local.
Metas e indicadores
As metas são claras e fáceis de medir. Exemplos: número de eventos por seccional, participantes capacitados e relatórios publicados. Os indicadores terão prazos e envio de dados periódicos.
Ações previstas
Estão previstas rodas de conversa, clínicas jurídicas e oficinas práticas. Haverá parcerias com universidades e organizações comunitárias. Campanhas de mídia devem aumentar a visibilidade das advogadas negras.
Estratégias de atuação: aquilombamento, letramento e políticas afirmativas
Igualdade racial exige ações concretas que atuem em comunidades e instituições públicas.
Aquilombamento
Medida inclui demarcação de terras, reconhecimento formal e proteção cultural comunitária local.
Isso garante que as comunidades mantenham suas formas de vida e memória.
A OAB pode orientar processos e cobrar ações do poder público local.
Letramento jurídico
Letramento jurídico reduz barreiras e ajuda no acesso à justiça diária efetiva.
Cursos simples, guias e oficinas explicam direitos em linguagem direta, clara e prática.
Essas ações ajudam advogados e comunidades a dialogar melhor no cotidiano jurídico.
Políticas afirmativas
Políticas afirmativas criam oportunidades em educação, trabalho e representação institucional mais justa.
Cotas e editais inclusivos são exemplos práticos dessas medidas simples, eficazes e locais.
É importante avaliar impacto e ajustar ações conforme dados locais quantitativos e qualitativos.
Integração das estratégias
Integrar aquilombamento, letramento e políticas afirmativas gera efeitos mais amplos, sustentáveis e visíveis.
A atuação conjunta envolve OAB, seccionais, universidades, movimentos sociais e órgãos públicos.
Monitoramento com metas ajuda a ver resultados e corrigir o que não funciona.
Formação e cursos: ESA Nacional e Escola Nacional Permanente de Direitos Humanos
Igualdade racial guia a oferta de cursos na ESA e na Escola Nacional.
Eles priorizam prática, linguagem simples e temas ligados ao direito e cidadania.
Cursos e formatos
Os cursos vêm em formatos presenciais, híbridos e totalmente online para maior alcance.
Módulos curtos tratam de prática forense, políticas públicas e letramento jurídico básico.
Público-alvo
O foco inclui advogadas e advogados negros, estudantes e lideranças comunitárias locais.
A capacitação também é útil para servidores públicos e professores que atuam em comunidades.
Parcerias e certificação
As ações ligam a OAB a universidades e organizações de direitos humanos.
Cursos podem oferecer certificação reconhecida para progressão na carreira e atuação técnica.
Acesso e inscrição
Inscrições serão na plataforma da ESA e em canais das seccionais locais.
Haverá vagas gratuitas e bolsas para reduzir barreiras de participação.
Avaliação e impacto
A avaliação usa indicadores simples como número de participantes e nível de satisfação.
Resultados vão orientar ajustes e fortalecer ações de igualdade racial nas seccionais.
Próximos passos: protocolos de julgamento e ampliação de cotas
Igualdade racial orienta protocolos e cotas para reduzir desigualdades no sistema.
Protocolos de julgamento
Protocolos de julgamento são guias práticos para reduzir vieses nos tribunais.
Eles trazem checagens, perguntas e critérios para orientar juízes e equipes.
Também preveem formação sobre raça e discriminação em linguagem clara.
A OAB vai propor modelos com exemplos práticos e passo a passo.
Esses modelos ajudam a padronizar decisões e tornar processos mais justos.
Ampliação de cotas
Ampliação de cotas visa aumentar o acesso em vagas e representatividade.
Isso inclui cotas em universidades, concursos públicos e espaços da advocacia.
O primeiro passo é mapear dados e identificar onde a desigualdade é maior.
Depois vem estudo jurídico e diálogo com órgãos públicos e tribunais.
Podem ser adotadas medidas temporárias com metas e prazos claros.
Monitoramento e indicadores
Monitoramento usa indicadores simples como número de vagas ocupadas e participação.
Relatórios periódicos ajudam a ajustar ações e corrigir problemas com rapidez.
Transparência é essencial; dados públicos permitem fiscalizar o cumprimento das metas.
Participação comunitária
Incluir organizações negras e lideranças comunitárias dá legitimidade às medidas.
Consultas públicas e audiências garantem que as ações reflitam demandas locais.
A articulação entre OAB e seccionais é fundamental para ampliar o alcance.
Conclusão
A OAB concentrou ações práticas para fortalecer a igualdade racial no sistema de justiça.
O ‘Julho das Pretas’ padroniza eventos, formação e campanhas nas seccionais estaduais.
Foram previstas capacitações na ESA, guias práticos, protocolos e metas de monitoramento.
A adoção de protocolos de julgamento e a ampliação de cotas são medidas complementares.
É preciso mapear dados, envolver comunidades e ajustar ações conforme os resultados locais.
Transparência e participação popular garantem legitimidade e ajudam a corrigir rumos rapidamente.
Acompanhe as iniciativas e apoie ações locais para ampliar a representatividade na advocacia.
FAQ – Perguntas frequentes sobre igualdade racial e ações da OAB
O que é o ‘Julho das Pretas’?
É uma ação nacional da OAB para visibilidade e fortalecimento da advocacia negra.
Como as seccionais vão participar das ações?
Cada seccional adapta o programa à realidade local e envia representantes para coordenar ações.
O que são protocolos de julgamento contra vieses raciais?
São diretrizes práticas para reduzir vieses raciais em decisões judiciais e orientar juízes.
Como funcionará a ampliação de cotas?
A proposta inclui cotas temporárias em universidades, concursos e espaços da advocacia.
Como posso acessar os cursos da ESA e da Escola Nacional?
Inscrições serão na ESA e na Escola Nacional, com vagas gratuitas e bolsas disponíveis.
Como será feito o monitoramento das ações?
Haverá indicadores simples, relatórios periódicos e transparência dos dados públicos para fiscalização.
Fonte: www.OAB.org.br





